O presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, afirmou em seu discurso de posse para o seu segundo mandato à frente da entidade que Santa Catarina tem potencial para, em poucos anos, se tornar o estado mais industrializado do Brasil. E garantiu que este é o objetivo da gestão que começa agora.
Ele também salientou que o país passa por um momento emblemático. “E não podemos nos omitir. É tempo de se posicionar. A passividade pode ter como preço graves consequências, com retrocessos sociais e econômicos”, afirmou, destacando a importância da convivência harmônica e independente entre os poderes e de o país ter um sistema eleitoral transparente e seguro.
Ao defender o fortalecimento da indústria na geração de riquezas, Aguiar explicou que essa escolha ocorre por dois motivos. “O primeiro é a oportunidade: Santa Catarina possui empresários audaciosos e a indústria de transformação mais diversificada do Brasil. O outro é o desenvolvimento socioeconômico. Nenhum setor da economia colabora tanto para o crescimento quanto a indústria. Onde há indústria, há qualificação de trabalhadores, inovação, tecnologia, dinamismo e progresso”, disse.
Para auxiliar a indústria, ao longo desta gestão serão aplicados R$ 510 milhões em recursos próprios e com o apoio da CNI, podendo até mesmo superar esse valor, com a inclusão de novos projetos. A prioridade é a educação, área em que o SESI e o SENAI têm décadas de contribuição inestimável à indústria e à Santa Catarina.
O presidente da FIESC lembrou que para ter mais indústria, o Estado deve estar unido, com forte integração entre os setores produtivo, institucional e político. “Precisamos ter bons projetos e definir prioridades. É necessário pensar o estado de forma integrada, com visão sistêmica. Assim poderemos viabilizar grandes investimentos e realizar todo o nosso potencial. Já temos o principal, os empreendedores”, declarou, observando que o industrial catarinense vence diariamente a infinidade de dificuldades de um País que, há tantos anos, precisa de reformas para gerar um cenário minimamente favorável à atuação da iniciativa privada.
Em seu discurso, o governador Carlos Moisés destacou as adversidades trazidas pela pandemia, mas salientou que foi um período de muita união. “Venho aqui reafirmar a vontade do governo de manter o diálogo para que nossas escolhas sejam sempre mais acertadas e melhores para os catarinenses”, declarou, chamando a atenção para a importância de investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.


